Cheguei à conclusão de que preciso de escrever. Deambulo
diariamente pela internet, faço scroll
down durante horas infinitas, repino
até me doer os olhos e reblogo imagens que põem a nu o meu coração. Mas não
escrevo... Ou melhor, a minha escrita pára (acho que aqui não tenho de escrever
com o novo acordo...) algures entre
aquele que é o meu trabalho e os caracteres que distribuo entre os posts no
facebook e os sms que envio. Foi por isso que hoje, um dia tão bom como qualquer
outro, decidi que tenho de escrever. A decisão foi tão forte quanto repentina
mas, de uma coisa não havia dúvidas, era imperativo que este blog fosse criado.
Bom, primeira fase ultrapassada.
Passada a obsessão da criação, veio a dúvida. Vou escrever
sobre quê? (Raios!) Acabaram as certezas. Não, não vou desistir. Hei-de escrever
sobre tudo... (Fantástico!) Não, não vou desistir. Relembro o objectivo:
preciso de escrever. Portanto, sim, “sobre tudo” parece-me um bom tema.
Hei-de escrever sobre poesia, sobre paisagens, sobre
pessoas, sobre ideias, sobre paixões, sobre aquilo que me faz vibrar,... Sim,
parece-me que o tema “sobre tudo” é suficientemente abrangente. (Feito!) Acho
que consegui alcançar a segunda fase: o tema.
Esperem! Preciso de escrever, é verdade, mas não posso
publicar nem uma fotozinha, sequer? Nem pensar! (Esta cena de falar para o
infinito numa terceira pessoa do plural é muita estranha) Vá, vamos arranjar um
meio termo... Balanceemos uns caracteres com umas imagens. Para dizer a
verdade, ando a fotografar de menos também...
Enfim, menos análise e mais acção. Dou por inaugurado este
diário. Seja bem-vindo, quem vier por bem.
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