"Ouvi alguém perguntar, a uma outra pessoa que nem sequer conhecia.
Sim.
Por vezes dói. Como o algodão embebido em álcool cicatrizante, que também dói, quando colocado em cima da ferida. O que dói não é a verdade, nem o álcool. Aquilo que dói é a ferida. Curá-la, é primeiro compreender o que está mal e precisa ser tratado. E isso não se consegue gritando que está a doer. Pode-se gritar á vontade, na certeza porém que os gritos nunca irão curar ou acalmar a dor. O álcool, assim como a verdade é que se encarregará de curar e restabelecer as feridas.
O que provoca as feridas e que realmente faz doer, não é a verdade.
É a mentira. E a mentira pode surgir por muitas razões: o receio das consequências, a insegurança a baixa autoestima ou quando se pretende fazer passar uma imagem, melhor do que a que verdadeiramente se tem. E há pessoas, que tendem a sentir que a mentira é aceite em algumas ocasiões ilibando de responsabilidades. Criando tendência para a banalizar e considerando-a uma forma de facilitar a integração na sociedade. Muitas vezes, os que não a utilizam são mesmo catalogados de ingénuos, cultivando a ideia, de que não ser descoberto numa mentira, é o mesmo que dizer a verdade. Há pessoas que vivem a vida num palco em interpretações e o que é uma ótima interpretação, senão uma mentira muito convincente? E a partir do momento que começa a interpretação ela não pode parar colocando mentiras em cima de mentiras. Armstrong diz no recente documentário sobre a sua ascensão e queda: "Não vivi muitas mentiras, apenas vivi uma muito grande".
É em casa e junto da família que se devem encontrar exemplos de verdade e honestidade, que fomentem as atitudes de sinceridade. Porque a mentira existe ao longo de toda uma escala patológica e a saúde mental só é compatível com a verdade." daqui
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